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VACINAÇÃO, VERMIFUGAÇÃO E CUIDADOS VETERINÁRIOS

vacina caoO Universo Canino é muito mais conhecido do que o Universo Felino (o que explica porque meus posts sobre cães costumam ser beeem menos populadres do que os posts sobre gatos). Cachorro todo mundo tem ou já teve e todo mundo acha que já sabe tudo que há para ser sabido sobre cães. Mas não é bem assim! Muita gente acha que sabe tudo de vacinação, mas na hora de vacinar o filhote fica perdidinho e sem saber que vacina deve ser aplicada, quanto tempo depois deve ser feito o reforço e essa coisa toda. Mas sem pânico! Vou explicar tudo direitinho para que você possa vacinar seu filhote numa boa.

Como no caso dos gatinhos, o calendário de vacinação canina não é padronizado. Isso acontece porque algumas regiões têm uma maior prevalência de doenças do que outras além de que, os hábitos seus e do seu cão também interferem na hora de definir o esquema de vacinação. Por exemplo, um cachorrinho de uma região na qual não há surto de Leishmaniose, não precisa ser imunizado contra essa doença.

Quem vai definir o calendário de vacinação do seu cãozinho vai ser o Veterinário, mas em geral é mais ou menos assim (esse é o esquema que EU usava na clínica. Não significa que o seu veterinário irá utilizar um esquema exatamente igual e nem que o esquema adotado por ele seja “mais certo” ou “mais errado”!)

  • 45 dias: Vacina Múltipla – Primeira dose.
  • 66 dias (21 dias após a primeira dose): Vacina Multipla – Segunda dose.
  • 87 dias(21 dias após a segunda dose): Vacina Múltipla – Terceira dose + Antirábica + vacinas comuns da região (contra Giardia, Tosse dos Canis ou Leishmaniose ou outras doenças, que devem seguir as orientações do veterinário quanto a doses multiplas e reforços).
  • Reforço anual.

A Vacina Múltipla é escolhida de acordo com a região e o tipo de vida do seu animal, por isso informe seu veterinário direitinho sobre os habitos do seu cãozinhho! (se ele tem acesso a  rua, se ele veio de um canil, se vc viaja com ele pra praia ou outras cidades, etc). Para os cães existem três tipos de vacinas múltiplas: V8, V10 e V11, sendo que “V” significa “vacina” e o número que segue o V é a quantidade de doenças que seu animal ficará imunizado após a vacinação. Mas, o que é realmente interessante é que todas essas vacinas (não importando qual é o número que segue o “V”) protegem seu cãozinho de sete doenças, que são:

  • Cinomose
  •  Hepatite Infecciosa Canina
  •  Adenovirose
  •  Coronavirose
  •  Parainfluenza Canina
  •  Parvovirose
  •  Leptospirose canina

Aí você se pergunta: porque chama V8, V10 e V11 se todas só protegem contra sete doenças? Não deveriam todas se chamar “V7”?

Pois é, teoricamente sim. Se protege contra 7 doenças, deveria se chamar V7. Mas o que muda de uma vacina para outra são os sorovares da Lepstospira, a bactéria causadora da Leptospirose. E o que são sorovares? De uma forma beeeem grosseira, sorovares são as “raças” da leptospira. Ao todo existem mais de 250 sorovares e cada região possui um sorovar “dominante”. A vacina V8 protege contra dois sorovares (que são os mais comuns nos cães) já a V10 protege contra os dois sorovares da V8 e mais dois e a V11 tem a mesma proteção da V10 acrescida de um sorovar. Deu pra entender?

  • V8= 7 doenças + 2 sorovares de Leptospira
  • V10= 7 doenças + 4 sorovares de Leptospira
  • V11 = 7 doenças + 5 sorovares de Lepospira

Sabendo disso, você certamente ficou com algumas perguntas sobre todos esses “V’s”. Então vamos às dúvidades mais comuns:

  • Pra deixar meu cachorrinho super-hiper-ultra-mega protegido vou aplicar a V11, mesmo que o veterinário diga que ele só precisa da V8, posso??

Melhor não. O seu veterinário conhece melhor do que você quais sorovares de Leptospira são mais comuns na sua região. Só porque uma vacina protege contra 5 sorovares, não significa que ela será melhor para o seu animal do que aquela que protege contra 2, se os outros 3 sorovares não existirem na região em que você mora. Você não precisa e não deve entupir seu animal de vacinas desnecessárias (ainda mais que quanto maior o “V” mais alto o preço da vacina!), se atenha ao que o veterinário falou. Ele sabe o que está fazendo.

  • Meu veterinário não aplicou as vacinas contra Giárdia, Tosse dos Canis, Babesiose, Dermatofitose e Leishmaniose (que eu vi no Googfle que existem!). Acho que ele está conspirando contra a saúde do meu filhote. Vou vacinar mesmo assim!

Mais uma vez, melhor não. Todas as vacinas tem um risco de efeitos colaterais (que podem inclusive levar seu cãozinho à um choque anafilático. Algumas, como a vacina contra Leishmaniose, são MUITO doloridas e deixam o pobre cãozinho “borocoxô” por uns 3 dias. Se o seu cãozinho não precisar tomar, não insista. Ele agradece.), exagerando na vacinação, você só vai estar expondo seu amiguinho à um risco maior de desenvolver efeitos colaterais indesejáveis. Acredite no veterinário. Ele sabe quais vacinas são necessárias e quais podem ser excluídas do calendário vacinal do seu cãozinho, se acordo com a região, hábitos e raça do seu animal.

  • Credôu! Se a vaicna contra Leishmaniose é tão dolorida e elas podem ter tantos efeitos colaterais, não vou vacinar de jeito nenhum!

Acho que nem preciso comentar né? O veterinário só indica vacinas que são necessárias ao seu animal (Tá bom. Eu admito. Existem alguns veterinários que entopem os animais de vacinas desnecessárias só pra lucrar com a vacinação. Mas, de modo geral, nós não fazemos isso!). Se você mora numa região endêmica para Leishmaniose (principalmente no norte do Brasil ou em algumas cidades de São Paulo, como Bauru e Araçatuba ou outras regiões endêmicas – informe-se na secretaria de saúde da sua cidade para saber!), a vacina é indispenavel. A Leishmaniose é uma zoonose e os animais positivos para a doença têm que ser eutanasiados (independente de apresentarem sinais da doença ou não), portanto, se o veterinário disse que precisa…é porque precisa! E um filhote com dores por três dias é melhor do que um filhote morto, certo?

  • Vou vacinar meu filhote o mais cedo possível, pra que ele já fique super imunizado e nunca fique doente! Funciona?

A vacina só deve ser aplicada quando o filhote já tem mais de 45 dias, antes disso não adianta nada. Assim que o filhotinho nasce e começa a mamar, junto com o leite da mãe nas primeiras mamadas vem um boa dose de Imunoglobulinas (ou “Ig”, porque nós somos intimos, ou Anticorpos, se você preferir), da mãe. Essas Ig’s da mãe dão uma super imunidade aos filhotes, ou seja, o filhotinho fica imunizado contra todas as doenças para as quais a mãe tem anticorpos. Só que esta imunidade (chamada imunidade adquirida) não dura pra sempre. Você pode pensar em um gráfico em forma de parábola (um U invertido), a imunidade atinge um pico e depois começa a decair. Assim que essa imunidade adquirida pelo colostro (primeiro leite) cai, é hora de aplicar a vacina. Se a vacina for aplicada antes, quem irá reagir com o antigeno (agente causador da doença) presente na vacina serão os anticorpos da mãe e não do sistema imune do filhote, então, quando os anticorpos maternos “morrerem”  o filhotinho volta a ficar desprotegido, porque o sistema imune dele não teve chance de produzir Ig’s contra o antígeno. O processo é um pouco mais complicado que isso, mas só assim já da pra ter uma idéia de porque é necessário seguir direitinho a idade mínima para vacinação e, porque é de extrema importância vacinar as fêmeas antes de cruzar, já que a primeira imunidade do filhotinho vai ser a imunidade da mãe e, quanto mais protegida ela estiver, mais protegidos ficam os filhotes!.

Aliada à Vacinação e tão imporante quanto, é a Vermifugação. Os vermes podem causar anemia, fraqueza, diarréia e morte em cãezinhos. Em alguns lugares (principalmente nas cidade litorâneas e perto de represas) existe ainda o terrível “verme do coração“, causador da dirofilariose, que pode causar problemas irreversíveis no seu amigo canino. Por isso não deixe de vermifugar! Assim como a vacinação, a vermifugação não segue um padrão. Quem define o calendário é o seu veterinário. Maaaaas, em geral o calendário segue este esquema:

  • 30 dias: 1a dose de vermífugo
  • 40 dias: 2a dose de vermífugo
  • Reforço de 2 em 2 ou 3 em 3 meses no primeiro ano de acordo com a raça do animal.

Depois de adulto a vermifugação deve ser reforçada a cada 4 ou 6 meses, dependendo da região, habitos do cão, etc, etc. O veterinário irá orientar.

Importante: Não deixe a presença de vermes no seu cãozinho ser confirmada para só então vermifugar!!! A vermifugação deve ser como prevenção!! O mesmo para a vacina, depois de doente, não adianta vacinar!

E quanto às visitas regulares ao Veterinário, não deixe de realizá-las!! Logo que adquirir seu cãozinho, já corra para um veterinário de confiança para uma primeira consulta. Retorno a cada 6 meses para um check up também é muito importante! Quanto mais cedo as doenças forem diagnosticadas, mas fácil e eficaz é o tratamento!

Como vê, existem uma série de cuidados que devem ser tomados com o seu canino. Humanos têm que se tratar para combater obesidade, gastar com academia, cuidar da aparência (onde comprar o creme ageless), cabelos, etc.. Seu pet também já dispões de ótimos tratamentos.

Qualquer anormalidade com seu filhote, procure o veterinário o mais rápido possivel! Não espere a doença piorar, o caroço crescer, a orelha sarar…o “vou deixar como está pra ver como que fica” muitas vezes acaba sendo fatal!

E, agora que você já sabe direitinho como cuidar do seu filhote, é só aproveitar e se divertir com o seu novo amiguinho!

SPA PARA PETS

dog spaVocê sabia que existe SPA para animais? Da mesma forma que existe para humanos, mas adaptado à natureza dos bichinho. Os humanos tem um arsenal de técnicas, produtos, como green coffee slim para auxiliar no tratamento de obesidade, doenças, melhora da pele, beleza e saúde. Muitas dessas técnicas já estão disponíveis para o seu pet. Veja algumas abaixo.

Acupuntura

É uma técnica que utiliza agulhas muito finas aplicadas nos pontos de acupuntura que atingem os meridianos que são canais de energia que percorrem o corpo abaixo da superfície da pele. Cada trajeto de meridiano acompanha os aspectos dos sistemas linfáticos, circulatórios musculares e nervosos, que formam uma rede e se comunicam com todas as partes do corpo.

A acupuntura é utilizada para prevenir e tratar doenças de várias origens.

A estimulação destes pontos pode ser efetuada por técnicas que incluem a inserção de agulhas, injeção de fármacos, laser 904 nm, estimulação elétrica, indução magnética ou moxabustão que consiste na queima de uma “mocha” de erva Artemísia.

Agulha Seca

Introdução de finas agulhas nos chamados acupontos. As agulhas são as mesmas utilizadas na acupuntura humana e os animais costumam suportam bem o uso desta técnica.

Eletroacupuntura

Consiste em estímulos elétricos em pontos de acupuntura. A eletroacupuntura é utilizada em animais com dor ou em quadros de paralisia dos membros, entre outros. Através desta técnica é enviada uma corrente elétrica através das agulhas para estimular os pontos de acupuntura. É utilizada para potencializar seu efeito ou promover analgesia, tendo como principal indicação em animais com paraplegia, paralisia de membros ou tetraplegia/tetraparesia e alívio da dor.

Moxabustão

A moxa é um método terapêutico no qual a erva Artemísia vulgaris é queimada sobre a pele ou acima dela, de forma indireta nos acupontos ou acoplado as agulhas. É usada em diversas patologias, sobretudo em animais geriatras, para alívio de dores e cicatrização de feridas.

Farmacupuntura

É a injeção de substâncias ou fármacos em pontos de acupuntura e tem o objetivo de potencializar o efeito destes fármacos e de prolongar ou potencializar o efeito da acupuntura (B12, glicose, sangue, soro, lidocaína, medicamentos, etc.).

Laserpuntura

É a utilização do laser de baixa frequência para a estimulação dos pontos de acupuntura. O grande benefício desta técnica é não causar dor, podendo ser utilizada em animais que não aceitam a inserção de agulhas, como em felinos, animais silvestres ou os mais sensíveis e inquietos.

Implante de Ouro

É a inserção de pequenos fios de ouro 18 quilates em pontos de acupuntura. É uma técnica utilizada principalmente em doenças osteomusculares como displasia coxo-femoral, também para o controle de convulsões, entre outros. É uma forma de estimulo contínuo dos pontos. O pet precisa estar sedado e o ouro não causa reação no organismo.

Stiper

O Stiper é uma pastilha de celulose contendo óxido de silício (SiO2) de 14 mm de diâmetro por 3 mm de espessura e pode ser usado para substituir as agulhas objetivando tratar diversas enfermidades. Dentro da veterinária muitos animais podem ser beneficiados, pois eles respondem bem melhor à acupuntura do que os próprios seres humanos (KWANG, 2009). As pastilhas podem ser usadas em animais que rejeitam agulhas ou também como adjuvante no tratamento com acupuntura e fisioterapia, gerando um estímulo maior, a depender do caso.